Quando devo consultar um Psicólogo?

  • Sentir medo, tristeza ou ansiedade numa proporção que o perturbe./li>
  • Sentir que gosta pouco de si próprio ou da sua imagem.
  • Tiver dificuldades ao nível escolar ou profissional.
  • Emocionar-se com excessiva facilidade.
  • Estiver com dúvidas em relação ao seu filho.
  • Tiver o sentimento que a sua relação conjugal está em crise.
  • Os outros o acusarem de ser frio ou distante.
  • Sentir que está diferente e isso o incomodar.
  • Sentir tendência a beber de mais ou a consumir drogas.
  • Sentir alterações do seu comportamento sexual.
  • Sentir insegurança excessiva.
  • Perder uma pessoa querida.
  • Viveu uma situação de vida potencialmente traumatizante.
  • Sofrer uma doença crónica ou incapacitante.
  • Tiver crises de pânico./li>
  • Tiver alguma doença física com uma forte componente psicossomática, ou seja, de origem nervosa, como por exemplo alergias, perturbações gastrointestinais, perturbações de pele, tensão arterial alta, etc.
  • Tiver dificuldade em manter as relações amorosas ou o emprego.
  • Sentir excessivamente cansado e desmotivado sem causa médica.
Ou seja, sempre que sinta um mal-estar que lhe diminua a sua qualidade de vida.
“… saúde é a perfeita adaptação do sujeito ao seu meio, e doença tudo o que perturba essa adaptação”.

O que é a Psicoterapia?

A psicoterapia é muito mais do que falar (desabafar) com alguém sobre determinados problemas ou dificuldades. É uma relação profissional entre um terapeuta e um cliente, tendo por base princípios e técnicas terapêuticas. Isto marca a diferença dos relacionamentos com amigos ou familiares. A psicoterapia não é um tratamento que o cliente recebe do psicoterapeuta. É todo um trabalho de exploração, investigação e compreenção do “mundo interior” de cada um. O trabalho baseia-se na análise das emoções, pensamentos, esperiencias, ou seja, a história de vida. O objectivo final do psicoterapeuta é devolver ao cliente a compreensão de si mesmo. Sem esta compreensão não há mudança, pois não se muda o que se desconhece. Pretende-se obter alterações do comportamento e da forma como a pessoa se vê e se sente, não só em relação a si próprio, mas também em relação à realidade que o rodeia.

Finalmente, pretende-se que esta mudança permita que o cliente assuma o controle da sua vida e responda ás situações desafiadoras da vida de forma ajustada. As pessoas ao longo da vida experienciam todo o tipo de emoções negativas (estados de ansiedade, angústia, medo, tristeza, agressividade) ou ainda outras emoções mais complexas de descrever. Muitas vezes esses estados são ultrapassados sem necessidade de um auxílio externo. No entanto, também acontece frequentemente que a persistência destes estados e as limitações que impõem no dia a dia, exijam a consulta de um técnico especializado.

Que tipo de pessoas faz psicoterapia?

Ainda existem alguns mitos quando se fala na procura de um psicólogo e que podem inibir algumas pessoas de encontrar ajuda.Um dos mitos é que apenas as pessoas “malucas” ou muito perturbadas são acompanhadas por psicólogos. Mesmo alguns daqueles que optam por ultrapassar esse preconceito e procuram ajuda, têm tendência a esconder dos outros que estão a receber algum tipo de apoio ou acompanhamento psicoterapêutico, por recearem algum tipo de julgamento social.

Em parte, isto acontece pela crença distorcida e generalizada de que devemos ser capazes de enfrentar tudo sozinhos e que qualquer sinal de fraqueza deve ser ocultado. Querer ir ao encontro das expectativas sociais, a preocupação pela opinião dos outros e querer demonstrar, que é a tempo inteiro, uma pessoa optimista, decidida, positiva e de sucesso, é um erro comum. A verdade, é que todas estas ideias não correspondem à realidade, e negar uma fragilidade pode ser o primeiro passo para intensificá-la. Da mesma forma, achar que não precisamos dos outros pode tornar-se a evidência de que não conseguimos estar sozinhos.

Como seres humanos, e não podendo fugir a essa condição, cabe-nos reconhecer que faz parte da nossa essência relacionarmo-nos com os outros e que não temos menos valor só porque, em determinado momento, podemos necessitar de ajuda psicológica. Muito pelo contrário, procurar ajuda psicológica é indicador de que temos a coragem e força suficiente para expôr a nossas emoções e sentimentos e que estamos a ser honestos e verdadeiros connosco próprios (esta atitude é verdadeiramente “saúde mental”). Quando estamos doentes, não pensamos que é uma fraqueza procurar um médico. Quando queremos emagrecer, não pensamos que é uma fraqueza procurar um nutricionista. Quando precisamos de apoio psicológico, porque há-de ser fraqueza procurar um psicólogo?

Como tenho amigos/familia porque preciso de um Psicólogo?

Todos nós já passámos por momentos de crise e nessas alturas utilizamos os nossos recursos internos e externos para saber lidar com esses momentos. Nesse sentido, as pessoas que nos rodeiam, como a família e/ou os amigos têm um papel muito importante para o suporte social de que necessitamos e para o nosso bem-estar. Contudo, em determinadas situações, é necessário recorrer a um técnico que tenha conhecimentos especializados que possam contribuir para uma ajuda, que os amigos e família não poderão proporcionar por ser uma ajuda diferente. Uma não substitui a outra, complementam-se!!!
A psicoterapia é uma relação profissional entre um terapeuta e um cliente, tendo por base princípios e técnicas terapêuticas. Isto marca a diferença dos relacionamentos com amigos e/ou familiars.

Como marcar uma consulta?

Para marcar uma consulta pode telefonar, enviar um e-mail ou prencher o formulário online.

O que esperar na primeira consulta?

À hora marcada será convidado a entrar no gabinete, a sentar-se numa das poltronas e a contar o motivo que o levou a marcar a consulta. O cliente é livre para falar e contar tudo aquilo que quiser da maneira que desejar. Se o cliente estiver desconfortável com a situação, o psicólogo/a poderá dirigir a entrevista, colocando questões concretas sobre o motivo e as circunstancias dos episódios contados.

Durante aproximadamente 50 minutos o psicólogo/a irá ouvi-lo atentamente e tentar perceber os motivos do seu pedido. Após ter chegado a uma conclusão, irá dizer-lhe aquilo que considera mais adequado face a tudo aquilo que lhe contou.

Nem sempre uma entrevista é suficiente para permitir uma primeira compreensão do que se está a passar, e com isso delinear uma estratégia de atuação, pelo que é provável que lhe seja proposta mais uma ou duas entrevistas para obter a informação necessária para perceber exactamente o que é melhor para si em termos de intervenção. Em caso de necessidade, também lhe poderá ser proposto uma avaliação com recurso a testes psicológicos.

Nesta primeira entrevista ser-lhe-ão solicitados dados sobre si, nomeadamente dados pessoais e contactos. Se o cliente quiser manter o completo anonimato poderá não fornecer esta informação.

Aquilo que disser numa consulta será confidencial?

Sim. Tudo aquilo que disser a um psicólogo numa sessão é estritamente confidencial. O psicólogo está ética e deontologicamente obrigado a manter em rigoroso sigilo de tudo aquilo que lhe disser.

Porque não há recepcionista no consultório?

Não temos recepcionista porque consideramos que o espaço deve ser o mais privado e silencioso possível.

Porque os sofás em que o cliente e o psicólogo se sentam não estão
exactamente frente-a-frente?

Por vezes o olhar frente-a-frente pode ser intimidatório e criar desconforto. O ângulo em que os sofás estão colocados facilita a troca de olhares, mas não “obriga” a essa mesma troca. O objectivo é que o ambiente da consulta seja o mais agradável e o menos invasivo possível.

Devo dizer ao psicólogo aquilo que senti na relação com ele?

Sim. A relação psicoterapêutica é, em primeiro lugar uma relação entre duas pessoas. Poderá haver algo na sala de consulta, na personalidade do psicoterapeuta ou na sua forma de se comportar que lhe causa uma reacção de menor à-vontade, pelo que pode e deve falar disso ao psicoterapeuta e investigar com ele os motivos profundos desse seu incómodo. Poderá ser algo muito simples como por exemplo o cliente preferir ser tratado pelo último nome e não pelo primeiro ou achar que a sala tem muita luz (ou pouca luz), ou achar que está frio ou calor, etc. Se o incómodo poder ser corrigido imediatamente o psicoterapeuta irá prontificar-se a fazê-lo. Se o mal-estar se dever a causas mais complexas, inconscientes e profundas, por exemplo, expectativas frustradas relativas á psicoterapia, achar que o tom de voz do psicoterapeuta é irritante e parecido com o da mãe ou pai, então esse mesmo mal-estar será alvo de trabalho psicoterapêutico porque revela dados importantes sobre si. Deverá dizer (sempre!!) tudo aquilo que pensa a respeita do ambiente das consultas e do psicoterapeuta, pois nunca será julgado(a) por isso, porque a unica preocupação do terapeuta é compreender o cliente e o que este sente, á luz da psicoterapia.

É importante ser totalmente sincero e aberto na consulta de psicologia 
ou numa sessão de psicoterapia?

É crucial ser sempre honesto consigo próprio. Os psicólogos não têm poderes mágicos e dependem da sua entrega e sinceridade para fazerem um bom trabalho. No entanto, podem existir problemáticas cujo o cliente ainda não se sinta preparado para as abordar. Nesse caso, o terapeuta terá de esperar pelo “timing” adequado, ou seja, o momento em que o cliente se sinta capaz de falar sobre essa mesma problemática.

O que devo fazer se sentir que não ´encaixo` com o psicólogo que me foi 
atribuído ou se tiver preferência sobre o sexo do terapeuta?

Em primeiro lugar deve falar disso com o seu psicoterapeuta e explicar-lhe, sendo o mais sincero possível, os motivos que o levam a sentir isso. Caso o trabalho psicoterapêutico nao permita ultrapassar este obstáculo e a falta de “encaixe” persista, sendo a psicoterapia prejudicada, será encaminhado para outro psicoterapeuta com quem sinta que vai poder trabalhar.

Devo chamar a atenção ao psicólogo para algo que me 
incomoda na sala de consulta ou no próprio psicólogo?

Sim, sem dúvida. Sempre que sentir que algo o incomoda, irrita, perturba, etc., deverá falar disso ao seu psicoterapeuta para que possa, em conjunto com ele, perceber as causas desse incómodo. O incómodo muitas vezes está relacionado com vivências anteriores que são “projectadas” na situação psicoterapêutica ou no próprio psicólogo.

Como devo proceder para ser integrado(a) num Grupo de Psicodrama?

Nem todas as pessoas têm indicação para realizarem um trabalho psicoterapêutico inserido num grupo, pelo que em primeiro lugar terá que marcar uma entrevista individual de avaliação.

Nessa entrevista deverá expor a sua situação e o terapeuta irá determinar se será ou não indicado para si aderir a um grupo psicoterapêutico ou se é preferível realizar uma psicoterapia individual.

Quanto tempo demoram as consultas?

O tempo de duração de cada consulta varia de acordo com o tipo de consulta.
A primeira consulta cerca de 70 minutos; a sessão de Psicoterapia Individual cerca de 50 minutos;
sessão de Psicodrama 90 minutos; 
sessão de Terapia de Casal cerca de 90 minutos; 
Sessão de Terapia Familiar cerca de 90 minutos.

Qual é a politica de gestão de faltas da CPP?

Não havendo motivos de força maior, as faltas são cobradas, a não ser que a desmarcação seja efectuada com o mínimo de 24 horas de antecedência.

Sendo a continuidade e frequencia das consultas um fator importante para o sucesso, esta politica é, acima de tudo, uma forma do cliente respeitar o seu espaço terapêtico, “obrigando-o” a uma gestão do seu dia-a-dia de forma a não prejudicar a sua disponibilidade para a psicoterapia.
Além disso, o cliente tem a sua hora reservada de forma que mais ninguém a irá ocupar.

O que devo fazer se não puder ir a uma sessão que já estava marcada?

Se não puder ir a uma sessão que já estava marcada deve avisar o seu psicoterapeuta, de preferência para o contacto que ele lhe forneceu quando efectuou o contrato terapêutico, com o minimo de 24h de antecedência. Quando falar com o seu psicoterapeuta deve avisá-lo de que irá faltar e se for possível ele propor-lhe-á uma outra hora e dia para essa semana. Caso não seja de todo possível encontrarem um horário alternativo, quer por impossibilidade sua ou do psicoterapeuta, a consulta não será realizada, havendo nova marcação para outra semana.

Qual a diferença entre um psicólogo e um psiquiatra?

Os psiquiatras são médicos e abordam as perturbações psíquicas essencialmente considerando-as fruto de alterações bioquímicas, para as quais prescrevem medicamentos como forma de ajudar o paciente a repor o seu equilíbrio psíquico. Muitos psiquiatras entendem que o psiquismo não se reduz à sua componente orgânica e como tal solicitam o apoio da psicoterapia.

Os psicólogos não são médicos e por isso não têm competências para prescrever medicamentos. A abordagem da psicologia considera que as perturbações psíquicas podem ser resolvidas através da compreençao da dinamica psicológica que está na base de determinado comportamento(s)/sintoma(s).

Por isso, muitas vezes psiquiatras e psicólogos trabalham em parceria. Os psiquiatras medicam o cliente e garantem que do ponto de vista bioquímico a pessoa fica equilibrada e o psicólogo ajuda o cliente a pensar a sua realidade emocional de forma que este desenvolva estratégias/ferramentas para melhor lidar com a realidade que o rodeia.

Numa consulta de psicologia são receitados medicamentos?

Numa consulta de psicologia/psicoterapia nunca são receitados medicamentos, pois o psicólogo não é um medico. Se a pessoa pretende ser medicada deverá consultar um psiquiatra.

Porque são as psicoterapias tão longas?

As psicoterapias são muito demoradas porque a mente humana não muda com facilidade. Todos nós nos habituamos a ver a vida de uma determinada forma e a sentir determinadas emoções como boas ou más desde a nossa existência. Os padrões base da personalidade estão alicerçados principalmente nas nossas experiências infantis. Como tal, promover a modificação desses padrões é algo que demora muito tempo.

A vida actual é muito rápida e nós estamos sempre envolvidos em múltiplas situações que prendem a nossa atenção e que nos estimulam a olhar para tudo menos para nós próprios.

Numa psicoterapia, em cada sessão temos 50 minutos para olharmos para nós próprios, para a nossa vida, para as nossas emoções e tentarmos perceber se vivemos verdadeiramente aquilo que queremos e descobrir quem somos verdadeiramente.

As consultas decorrem com o paciente deitado num divã?

As consultas só decorrem com o paciente deitado num divã na Psicanálise. O paciente em Psicanálise tem habitualmente sessões de 45 minutos, 3 ou 4 vezes por semana durante alguns anos.
Nem todas as pessoas têm indicação para fazer Psicanálise, dadas as especificidades do método. Na psicoterapia a pessoa fica sentada num sofá face-a-face com o psicoterapeuta.