Trata-se de um ramo da psicologia que tem por objectivo facilitar o bom desenvolvimento psíquico da criança. As crianças podem, de facto ter grandes problemas. Não é porque são pequenas que devemos menosprezar o seu sofrimento psíquico porque ele existe e impede-as de viver uma vida saudável e feliz.

Ao longo do seu percurso de vida muitos podem ser os factores desencadeantes de uma crise na criança: a morte ou doença de algum membro da família, a separação dos pais, o nascimento de um irmão, problemas na escola e muitos outros.

Existem problemas que são mais facilmente identificáveis pelos pais, como por exemplo a criança irrequieta e que os leva a pensar numa possível hiperatividade (que na grande maioria dos casos acaba por não se verificar). Mas há muitas outros que passam despercebidas porque é criança e, como tal, há uma certa resistência a aceitar que possa ter problemas psicológicos.

A criança deprime, é infeliz, só que o manifesta de forma diferente do adulto, fazendo-o muitas vezes através de uma “surpreendente” agressividade, de medos, do “fazer xixi na cama”, do querer ir para a cama dos pais, etc. A terapia infantil procura descobrir e compreender o que está mal e ajudar a criança a lidar com os seus sentimentos. Para isso, e porque a criança não é capaz de analisar as suas problemáticas, tem o psicólogo. Este recorre a instrumentos com que ela se identifica, nomeadamente o jogo, o brincar, o desenho.

A família, a escola, a vida social da criança, e mesmo do adolescente, exigem-lhes por vezes mais do que são, naquele momento, capazes de dar e, por isso, surgem os problemas. Também não é fácil para os pais lidar e, em especial, admitir que o seu filho possa estar com problemas, sentindo-se muitas vezes impotentes para lidar com a situação. A culpabilidade dos pais, em relação aos filhos, é outro obstáculo a ultrapassar pois, sentem que são adultos e que deviam conseguir estar lá para ajudar os seus filhos. Como tal, sentem-se pais fracassados.

Nem sempre é fácil e, por vezes, há que admitir essa impotência e pedir ajuda. 
Isto é talvez o mais difícil e o mais importante.